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Siza em Saldo/Rebajas

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Valença 07-2025 Pousada de S Teotónio, Valença do Minho. Vim tomar um café. Sem marca. Gosto duvidoso. 2.50€. pedi adoçante. A menina, com uma tabuleta de estagiária, olha para mim e pergunta surpreendida '"Adoçante??? Acho que não temos isso." Vai para dentro e traz um pacote. Coitada. Muito nova. Sozinha no bar. Com uma camisa branca toda engelhada, suja nos colarinhos e punhos. A culpa não é dela. É de quem acha que é só chular quem se hospeda aqui. Em nome dum passado que já não existe. Móveis velhos. Sofás sujos e de almofadas gastas. Tapetes do Ikea. Vende-se Siza Vieira. A metro.   

Relatos da vida moderna

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Velhinha doce. Perto dos seus 90 anos. Nítidos sinais de problemas neurológicos. De férias com marido ainda muito ativo e aparentemente da mesma idade, filha apagada e de pensamento longe da mesa de família e genro estilo saloio iluminado dono de "stander" import-export de berma de estrada. Cena: Pequeno almoço de Hotel em família. Filha, calada e de olhos postos no prato a abarrotar e em equilíbrio instável (o conteúdo do prato, nitidamente. A senhora, aparentemente) come lentamente e em silêncio. Pai, fascinado com a oferta de escolhas possíveis para encher o seu já avantajado "cérebro descaído", vai na terceira viagem de reabastecimento entre a mesa e o buffet. Genro, alimenta-se alarvemente de grandes garfadas de ovos mexidos com bacon, enquanto noutra mão jaz uma sande de salmão e queijo fresco, em fila de espera para ser ingerida, e à sua frente um grande copo de sumo de pepino, cenoura e beterraba, da cor da terra dos vasos da varanda. A idosa, alheada, de ol...
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Volto aqui no mesmo dia, 3 anos depois. Pelo mesmo motivo. Descobri hoje que só tenho 3 fotos com o meu pai. Porque naqueles tempos, tirar uma foto era um acontecimento. Porque o fotógrafo raramente aparecia nas fotos. Era a sua máquina; as suas regras. Porque esteve pouco tempo presente na minha vida. Alguém, algures, vá-se lá saber quem, tinha outros planos para ele. É natural. Era um homem naturalmente bom. Um artista. Um homem muito à frente no seu tempo. Muito amado por todos. Claro que não iam desperdiçar a oportunidade de ter alguém como ele algures onde moram os homens bons. Fazes-me falta. Era o teu Mafarrico. Tinhas um colo onde me aninhava. Fazes-me falta.
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Porque hoje é o teu dia. Mais um sem ti. E que falta me fazes.

A grande poda

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Chegou o frio e com ele a época das podas. Na minha rua existem algumas árvores que são devidamente podadas quando dá jeito. No ano passado foi em Maio, já viçosas e cheias de folhas. Resistiram heroicamente e este ano tiveram a sorte de serem atacadas pelo serrote implacável na época devida: o inverno. Assim achava eu de início. Há cerca de 15 dias, mais coisa menos coisa, fui acordada pelo ruído incómodo mas necessário da motosserra que se ia encarregar de proceder ao devido desbaste. Saí de casa e de facto estavam 3 senhores, uma carrinha, uma motosserra e um escadote estacionados à minha porta. Deviam estar a experimentar o equipamento pois ainda não havia ramos cortados. Qual o meu espanto quando cheguei ao fim do dia a casa e as árvores permaneciam intactas. "Lá a motosserra estava avariada", pensei eu. Como tinha sido um dia de muito vento e chuva, havia muitas árvores caídas e se calhar foram deslocados para outro local...quem sabe. Só que continuou a chover copios...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Fernando Ribeiro canta Amália

Aquele que diz que o local mais bonito de Lisboa é o Cemitério do Alto de S. João, aqui a cantar Amália com um arranjo verdadeiramente Vampiria. Para não esquecer.